Canteiro de obras da Even; no detalhe, caçamba com resíduos

Gestão de resíduos

A gestão de resíduos é um dos pontos críticos do setor de construção, principalmente pelo alto nível de desperdício e pela falta de profissionalização das empresas de coleta. Ao longo dos anos, no entanto, encontramos soluções para enfrentar o desafio e fazer o gerenciamento adequado dos materiais utilizados em nossas obras. Atualmente, 54,04% dos resíduos gerados nas obras da Even são reciclados ou reutilizados e o restante é descartado corretamente por meio das Áreas de Transbordo e Triagem (ATTs).

Para auxiliar nesse trabalho, em 2010 a Even desenvolveu, em parceria com um fornecedor de serviços de transporte, metodologias corretas para trabalhar com sobras de construção. Atualmente, percebemos que empresas do setor têm realizado iniciativas semelhantes a partir do exemplo da Even.

Outras ações foram realizadas para otimizar a geração dos resíduos em 2010:

Gestão de resíduos

Gestão de resíduos

Sistema pré-moldado

Sistema pré-moldado

Cubetas

Cubetas

Shaft visitável e tubulações aparentes

Shaft visitável e tubulações aparentes

Proteção metálica – para garantir a segurança na obra, há estruturas de proteção normalmente feitas de madeira e tela, que são descartadas ao final de cada empreendimento. A Even adota a proteção metálica, mais resistente e que pode ser reutilizada por um número de vezes muito maior em comparação com a proteção de madeira.

Sistema pré-moldado – com foco na diminuição do desperdício, a Even utiliza em sua categoria Open peças de concreto pré-fabricadas, otimizando processos produtivos e diminuindo o consumo de vários materiais no canteiro de obras.

Descarte de embalagens – a Even desenvolveu, com seus fornecedores de cerâmica, um sistema de reutilização de embalagens por meio do qual, após o uso do material, o próprio fornecedor retira as embalagens na obra para reciclá-las. Em 2011, o grande desafio será realizar esse trabalho também com as fornecedoras de cimento.

Cubeta – A cubeta é uma forma de plástico para moldar concreto. Em nossas obras, utilizamos 30% do volume de formas com esse material, cujo reaproveitamento é cinco vezes maior do que a forma de madeira, mais comumente utilizada.

Descarte de gesso – Procedimento já realizado há alguns anos pela Even, que vem sendo aprimorado. Temos três projetos-pilotos nesse sentido: o uso de sacos e carrinhos próprios para o transporte desse material dentro da obra, além de cuidados especiais no momento de aplicação do material, tais como lonas de proteção no chão. Essas iniciativas têm o objetivo de não "contaminar" o resíduo de gesso com outras substâncias, viabilizando a aceitação dessa sobra por empresas que fazem a sua reciclagem. O terceiro projeto envolve o uso de uma substância chamada "retardador de pega", que, misturado com o gesso, faz com que ele endureça mais lentamente, proporcionando maior tempo de aplicação e reduzindo o desperdício em 64%.

Shaft visitável e tubulações aparentes – a instalação hidráulica de todos os nossos empreendimentos é feita de modo aparente, com uma abertura de PVC que dá acesso a ela. Com isso, em casos de manutenção, não é necessário que o morador quebre a parede.

Reciclagem de argamassa – na própria obra, são separados os resíduos sólidos dos restos de construção, como pó, areia e pedrisco. Esses três materiais são enviados a uma pequena usina, montada no próprio local, que os tritura e mistura, formando um agregado que pode ser reutilizado na obra como argamassa de contrapiso e outras aplicações similares. Com esse processo, iniciado em um dos nossos empreendimentos, deixamos de enviar para os aterros 737 m³ desse resíduo. Assim, também evitamos adquirir e transportar uma quantidade de argamassa equivalente ao entulho gerado. A economia gerada pela iniciativa foi de R$ 34.581,15. Ao longo de 2011, estenderemos essa prática a outras obras.

Materiais usados provenientes de reciclagem GRI EN2

Material

Fornecedor

Porcentagem de conteúdo reciclado

Aço

A

69%

B

66%

Alumínio

A

65%

B

30%

C

100%

Argamassa

A

60%

B

0%

C

0%

Areia média lavada

A

0%

B

0%

C

0%

Brita reciclada

A

100%

B

100%

Bloco de concreto

A

1%

Cerâmica/Azulejo

A

40%

B

65%

Cimentos (todos os CPs)

A

57%

B

34%

C

63%

Kit Porta Pronta

A

Reflorestamento (selo FSC)

B

Reflorestamento (selo FSC)

Pedra britada

A

0%

B

0%

C

0%

D

0%

Madeiras serradas

A

Reflorestamento

Vidro

A

30%

B

30%

Peso total dos resíduos por tipo e método de disposição GRI EN22

Classe

Tipo (descrição)

2009

2010

II B

Alvenaria e concreto

16.271

17.665

II B

Recicláveis

151

580

II B

Madeira

1.248

2.558

II B

Metais

15

52

II A

Gesso

3.550

4.232

II A

Mix

3.476*

11.904

Total

 

24.711

36.140

* Medido entre setembro e dezembro de 2009.

Na tabela acima, pode-se notar o aumento do volume de madeira e recicláveis em função da diminuição do índice em kg por m² em andamento do mix, de 36,419 em 2009 para 32,272 em 2010 .

A destinação depende do tipo de material que compõe o resíduo. Gesso e mix vão para aterros da Região Metropolitana de São Paulo. Madeira, metais, papel e plástico são enviados para empresas especializadas em reciclagem.

Variação da geração de resíduo em kg/m² em andamento

2009

2010

94,82

89,72

Redução

5,38%

Resíduo Mix

Em 2010, estendemos a todos os nossos empreendimentos em São Paulo o programa de coleta de resíduos sólidos por uma empresa especializada, iniciado em 2009. A separação por tipo e a mensuração dos materiais descartados, para posterior destinação correta, auxilia no estabelecimento de metas mais objetivas de redução de desperdício e na determinação de ações para orientação dos responsáveis pelos canteiros de obras. 

Assim, conseguimos bons resultados quanto à destinação do mix - formado por diversos tipos de materiaismisturados das obras e que, por isso, possuem uma destinação diferente dos resíduos que podem ser separados de acordo com seu tipo.

No último ano, reduzimos em 12,85% a geração de mix, superando a meta estabelecida, de diminuição de 10%. Para 2011, a meta é reduzir mais 10% no volume produzido deste material.

Outro desafio para 2011 é trabalhar com o desenvolvimento de empresas de gestão de resíduos dessa categoria nas praças de Rio de Janeiro e Belo Horizonte, onde ainda há pouca oferta de locais específicos para segregar esse material.