Vista do condomínio The Gift, em São Paulo
Para evitar dor de cabeça
Escolher o imóvel dos sonhos é apenas a primeira das tarefas de quem começa essa empreitada. Em seguida, surgem algumas etapas temidas por muitos, que incluem formalização do contrato de compra e venda, acompanhamento da obra e dos serviços de acabamento e uma lista interminável de itens. Ao longo desse processo, é bom tomar alguns cuidados para que a pergunta “Onde foi que eu errei?” não surja na cabeça do proprietário antes mesmo de receber as chaves da nova casa.
Saber se o local do empreendimento é adequado exige que o interessado conheça bem a região onde irá viver nos próximos anos, o que inclui visitá-la durante o dia, à noite e os finais de semana. Essa pesquisa de campo evitará surpresas desagradáveis ao se descobrir o alto nível de ruído na região por conta de restaurantes ou movimentação de carros.
É importante também conhecer outros empreendimentos gerenciados pela construtora ou incorporadora, buscar informações com quem já vive em um deles e checar se existem pendências financeiras e jurídicas em nome da companhia. Guardar as copropagandas, a cópia da planta e consultar o memorial descritivo da obra, que fica registrado em cartório e contém todos os detalhes sobre a construção, podem auxiliar o proprietário caso haja alguma divergência entre o que foi prometido e o que está sendo entregue. Como a maioria dos que fecham o negócio tem pressa em se mudar é válido providenciar também o cronograma da obra e acompanhar possíveis atrasos e suas justificativas.
No momento de “mexer com a papelada” e acertar o contrato de compra e venda, a atenção precisa ser redobrada. Isso impedirá dores de cabeça no presente, quando a falta de algum documento da lista exigida pode postergar o fechamento do negócio, e no futuro, como o reajuste indevido dos juros sobre as parcelas financiadas. Nesta fase, vale recorrer a um advogado, um consultor da área ou mesmo a entidades especializadas em defesa do consumidor, que ajudarão o comprador a entender melhor que reais significados têm todas aquelas cláusulas do contrato.
Tomadas tais precauções, a probabilidade de enfrentar dificuldades até a hora da mudança diminui razoavelmente. O esperado final feliz, no entanto, pode durar pouco tempo se o recém-proprietário esquecer que sua missão é contínua. Não há como se instalar na nova casa e parar de prestar atenção em tudo o que acontece naquelas quatro paredes, bem como em toda a área do condomínio. A chamada manutenção preventiva é aquela capaz de evitar que pequenos vazamentos e rachaduras se transformem em grandes problemas na estrutura do imóvel, na parte hidráulica ou elétrica. Tudo isso é sinônimo de reformas e gastos. Quando se trata da casa própria, aquela velha máxima de que é melhor prevenir que remediar também é verdadeira e deve ser seguida sempre.
Confira dicas para antes e depois da mudança
- Antes de formalizar a compra, procure conhecer outros empreendimentos da construtora/incorporadora e cheque se há pendências em nome da empresa;
- Na hora de fechar o negócio, redobre a atenção para todos os detalhes do contrato. Caso necessário, procure ajuda especializada;
- Após a mudança, procure conservar tanto o seu imóvel quanto as áreas comuns do edifício;
- Manutenção preventiva deve ser feita com frequência. Ela evita, por exemplo, que um pequeno vazamento se transforme em uma reforma na parte hidráulica de grandes proporções;
- As reformas devem considerar as características do empreendimento. Lembre-se que não é possível alterar fachadas ou pilares e vigas, sob o risco de se perder a garantia dada pela construtora;
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Conheça bem o manual do proprietário e o regimento interno do condomínio. Neles, está tudo o que pode e não pode ser feito, os direitos e deveres dos moradores.