Vista de empreendimento da Even em fase de contrução

Emissões passadas a limpo

Demos o pontapé inicial para a definição de metas de redução de gases de efeito estufa

A Even é a primeira construtora residencial brasileira a realizar um inventário de emissões de gases de efeito estufa. A decisão de realizar o inventário veio com a necessidade de termos ferramentas para quantificar com precisão nossas emissões, para que possamos medir nossos impactos e determinar estratégias de redução. Fazemos parte, assim, da crescente comunidade de governos, empresas e indivíduos comprometidos com a solução do problema das mudanças globais do clima.

Devido ao nosso pioneirismo no tema, nosso primeiro desafio para realizar este inventário foi criar uma metodologia para medir emissões anuais na construção civil. Utilizamos as especificações definidas pelo GHG Protocol, a ferramenta mais utilizada em todo o mundo para quantificar e gerenciar emissões, e pela norma ISO 14064-1, que estabelece padrões e permite construir inventários com consistência.

Nossa metodologia resultou em um índice de emissões por metro quadrado construído (expresso em tonCO2eq/m² construído), que traz a vantagem de representar uma unidade de medida que independe do volume de vendas ou de empreendimentos executado no ano. Um ponto fundamental que a metodologia contemplou é a diversidade de estágios de execução dos empreendimentos e a data de produção dos materiais aplicados, o que demandaria um volume de controle excessivo para a obtenção do resultado das emissões. Na tentativa de contornar essa dificuldade, estudamos uma data marco de fácil apuração e que possa ser replicada ao longo dos anos para que o resultado consolidado das emissões da companhia não seja prejudicado e não sofra grandes oscilações.  

Com o desenvolvimento da metodologia específica e inovadora para o setor, compilamos as emissões dos empreendimentos do ano de 2010 acrescidas ao inventário da área administrativa, o que resultou numa emissão de 0,276 tonCO2eq/m2 construído. Fizeram parte do inventário a área administrativa da Even e todas as obras entregues em 2010. Os limites foram os escopos 1, 2 e 3 do GHG Protocol (veja quadro).   

Outro dado importante, conforme informado no relatório de 2009, é que pudemos confirmar que a metodologia de construção adotada anteriormente a 2007, que emitia em média 0,310 tonCo2eq/m2 construído, foi otimizada pelo novo modelo construtivo, abaixo segregado:

Índice de emissões por tipo de empreendimento em 2010 GRI EN16

Empreendimentos

Índice

Sistema de estrutura convencional

0,284 tCO2eq/m² construído

Sistema de alvenaria estrutural

0,267 tCO2eq/m² construído

Comerciais

0,236 tCO2eq/m² construído

Pré-moldados

0,171 tCO2eq/m² construído

Índice de emissões por escopo (em tCO2eq/m² construído) GRI EN17

Escopo 1

Escopo 2

Escopo 3

0,001 tCO2eq/m² construído

0,001 tCO2eq/m² construído

0,276 tCO2eq/m² construído

Como observado na tabela acima, o mix dos empreendimentos da companhia interfere diretamente no índice geral de emissões. Dessa forma, quanto mais empreendimentos pré-moldados menor será o índice de emissões e, na contramão, quanto mais obras com estruturas convencionais maior será o índice. Por essa razão, focaremos nossos esforços de redução não apenas em nível global, mas também nos diferentes sistemas construtivos.

A partir desses resultados, é possível analisar potenciais de redução com mais facilidade, além de fixar metas futuras de redução dos fatores de emissão de gases de efeito estufa, possibilitando a incorporação de tais metas ao nosso processo de gestão. Por se caracterizar como uma atividade com ciclos longos de produção, é necessário haver uma mobilização imediata da construção civil com relação às emissões. Conhecidas as dificuldades para se alterar os processos inerentes ao setor, especialmente quando se trata de empreendimentos já em construção, sabe-se que a redução dos impactos só ocorrerá em dois a três anos após a fixação das metas.